Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.
Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrela;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não têm. - Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzebu?
Não respondes - e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?... - Lágrima? - Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá... De donde?
Em que mistérios se esconde
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
é um blog de apoio à escola, embora quase ninguém o use para isso...todos os alunos têm um e é um projecto a ser desenvolvido nas aulas de Área de Projecto por todos os 8º anos da E.B.I. de Vila Cova.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Não Te Amo
Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma.
E eu n’alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
E eu n’alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
Bibliografia de Destaque de Almeida Garrett
"O Retrato de Vénus" (1821), "O Toucador" (1822), "Catão" (1822), "Camões" (1825), "Dona Branca" (1826), "O Cronista" (1827), "Adozinda" (1828), "Lírica de João Mínimo" (1829), "O tratado da Educação" (1829), "Portugal na Balança da Europa" (1830), "Um Auto de Gil Vicente" (1838), "D. Filipa de Vilhena" (1840), "O Alfageme de Santarém" (1842), "Romanceiro e Cancioneiro Geral" tomo 1 (1843); tomo 2 e 3 (1851), "Frei Luís da Sousa" (1843), "Flores sem fruto" (1845), "O Arco de Sant'Ana" (1845), "Viagens na Minha Terra" (1845), "As profecias do Bandarra" (1848), "Um Noivado no Dafundo" (1848), "A sobrinha do Marquês" (1848), "Memórias Históricas de José Xavier Mouzinho da Silveira" (1849), "Folhas Caídas" (1853), "Fábulas e Folhas Caídas" (1853).
Almeida Garrett - Biografia
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, nasceu no Porto em 1799.
Em 1809 partiu para a ilha Terceira devido às invasões francesas. Em 1816 foi estudar para a Universidade de Coimbra em 1816, frequentando o Curso de Direito.
As suas influências liberais datam dessa época, no contacto com outros universitários.
Em 1821 editou a sua primeira obra, o poema "O Retrato de Vénus", que foi considerado ultrajante pela censura, tendo Garrett sido obrigado a comparecer a tribunal.
Foi também no ano de 1821 que subiu ao palco a sua tragédia "Catão", drama construído à maneira clássica.
Com a Vila Francada, exilou se em Inglaterra em 1823, onde entrou em contacto com a literatura romântica.
Em 1825 publicou em Paris "Camões", obra marcante para o Romantismo português.
Em 1826 publicou "Dona Branca". Após a guerra civil, foi nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estudou a língua e a literatura alemãs.
Regressou a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarregou o de reorganizar o teatro nacional, nomeando o inspector dos teatros.
Além da actividade política e legislativa, Garrett continuou sempre trabalhando na sua obra e escreveu para o Teatro "Um auto de Gil Vicente" em 1838, "D. Filipa de Vilhena" em 1840 e "O Alfageme de Santarém" em 1842.
Garrett foi opositor da ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector geral dos teatros.
Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária: em 1843 publicou "Frei Luis de Sousa", em 1845 "As Viagens na Minha Terra" e "As Flores sem Fruto", e "Folhas Caídas", que data de 1853, embora tenha sido escrito antes.
O triunfo do movimento político da Regeneração (1851), trouxe Garrett à política activa.
Fundou um novo jornal, a que chamou A Regeneração.
Devido ao seu temperamento e espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador.
Regressou então à escrita, iniciando um novo romance, "Helena", que não chegou a concluir pois faleceu em 1854.
Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal.
Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.
Em 1809 partiu para a ilha Terceira devido às invasões francesas. Em 1816 foi estudar para a Universidade de Coimbra em 1816, frequentando o Curso de Direito.
As suas influências liberais datam dessa época, no contacto com outros universitários.
Em 1821 editou a sua primeira obra, o poema "O Retrato de Vénus", que foi considerado ultrajante pela censura, tendo Garrett sido obrigado a comparecer a tribunal.
Foi também no ano de 1821 que subiu ao palco a sua tragédia "Catão", drama construído à maneira clássica.
Com a Vila Francada, exilou se em Inglaterra em 1823, onde entrou em contacto com a literatura romântica.
Em 1825 publicou em Paris "Camões", obra marcante para o Romantismo português.
Em 1826 publicou "Dona Branca". Após a guerra civil, foi nomeado cônsul geral em Bruxelas. Estudou a língua e a literatura alemãs.
Regressou a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarregou o de reorganizar o teatro nacional, nomeando o inspector dos teatros.
Além da actividade política e legislativa, Garrett continuou sempre trabalhando na sua obra e escreveu para o Teatro "Um auto de Gil Vicente" em 1838, "D. Filipa de Vilhena" em 1840 e "O Alfageme de Santarém" em 1842.
Garrett foi opositor da ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector geral dos teatros.
Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária: em 1843 publicou "Frei Luis de Sousa", em 1845 "As Viagens na Minha Terra" e "As Flores sem Fruto", e "Folhas Caídas", que data de 1853, embora tenha sido escrito antes.
O triunfo do movimento político da Regeneração (1851), trouxe Garrett à política activa.
Fundou um novo jornal, a que chamou A Regeneração.
Devido ao seu temperamento e espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador.
Regressou então à escrita, iniciando um novo romance, "Helena", que não chegou a concluir pois faleceu em 1854.
Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal.
Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O ser e o sentir do nada
Sem saber sobre que escrever
Escreverei sobre nada.
Aquele nada que preenche corações,
Um nada que tudo preenche.
E preenchidos de nada pensamos que
Sem fazer nada, tudo faremos,
Sem dizer nada, tudo diremos,
Sem sentir nada, tudo sentiremos...
Pois a vida é feita de muitas nadas,
Uma nada que preenche,
Nada que nos observa
Apanhando-nos desprevenidos,
Apodera-se de nós humanos vulneráveis,
Pois nada podemos fazer,
Nada podemos dizer,
Nada podemos sentir,
Enquanto dentro de nós for nada.
Libertaremos esse nada de nós,
Para ele se apoderar do corpo doutro.
Enviaremos as nossas fraquezas para outros.
Serão eles as vítimas do nada,
Do vazio...
Mas voltará tudo a nós,
Pois nada podemos fazer,
Enquanto nada fizermos,
O nada apoderar-se-á de nós.
Ficamos sem palavras,
Porque nada se passa na nossa cabeça.
Deixamos de sentir,
Porque nada está no nosso coração.
Pensam os humanos
Que tudo está ao seu alcance,
Que podem arranjar cura para tudo.
Mas o nada ainda habita em nós,
Mesmo que seja nas profundezas dos corações.
Os amantes, nada amam...
E os sensíveis, nada sentem...
Pois tudo não passa de uma ilusão
Iludidos pelo nada,
Deixamos de ver,
Deixamos de sentir,
Deixamos de agir...
Acreditam os humanos que são seres superiores
Sem nunca antes terem tentado ser outro ser
Porque nada é nada.
E nada é o ser comparado a saber ser.
Nada é o ser comparado a seres que sabem ser.
E ao ser humano o nada encolhe com medo.
Não do ser humano mas do ser,
Porque quem não sabe ser humano
E mesmo assim humano seja
Ficará condenado a uma vida de nada,
Com aquele nada que preenche tudo
Sem nada preencher.
Nada que corre.
Nada que voa.
Nada que persegue as suas vítimas,
Seres humanos que não sabem ser,
Porque nada apenas tem medo de ser,
De saber ser.
E nada terá uma vida que nada saiba.
Pois nada é tudo.
E mesmo o ser humano que sabe ser
Terá nada no coração,
Nada na cabeça,
Nada na alma.
Porque nada é o que nos faz agir,
Nada é o que nos faz amar,
Nada é o que nos faz sentir.
Ao tentar combater o nada agiremos,
Amaremos, sentiremos.
Até que o nada fique reduzido...
Para voltar ao ativo
Sempre que a desilusão preencha
O espaço por nada deixado.
E nada é mais forte que desilusão.
Então o nada voltará ao nosso coração.
E de repente volta a ignorância do ser.
E nada faremos, nada diremos, nada sentiremos.
Pois nada é nada e nada é tudo.
E sem nada, nada seríamos...
Inês Faria
Inês Faria
Temo, Lídia, o Destino. Nada é Certo
Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
Em qualquer hora pode suceder-nos
O que nos tudo mude.
Fora do conhecido é estranho o passo
Que próprio damos. Graves numes guardam
As lindas do que é uso.
Não somos deuses; cegos, receemos,
E a parca dada vida anteponhamos
À novidade, abismo.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Em qualquer hora pode suceder-nos
O que nos tudo mude.
Fora do conhecido é estranho o passo
Que próprio damos. Graves numes guardam
As lindas do que é uso.
Não somos deuses; cegos, receemos,
E a parca dada vida anteponhamos
À novidade, abismo.
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Violência
Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objecto. Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado.
Cântico Negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "Vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "Vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "Vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "Vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "Vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "Vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Para a Fátima
A Fátima é uma rapariga espetacular que se mudou e deixou a nossa escola...
Ficha de Leitura
Título: Anjo Caído
Autor: Lauren Kate
Editor: Planeta
Local e Data: Lisboa, Outubro de 2010
As personagens que mais me marcaram foram a Arriane e a Pennyweather porque a Arriane era uma rapariga muito rebelde, mas mostrou que conseguia fazer as coisas com calma e ter atitudes corretas e a Pennyweather porque era a única pessoa que estava no reformatório sem ser mandada para lá por um psiquiatra e morreu por Luce sem saber exatamente o que se passava com a Luce, o Daniel, a Arriane, a Gabbe, a Molly, o Roland e o Cam.
A passagem que mais me marcou foi quando a Dona Sophia, a bibliotecária matou a Pennyweather e ia matar a Luce, mas não conseguiu porque o Daniel, a Gabbe e a Arriane a foram salvar. Também gostei da parte em que o Todd e a Luce estavam no meio do incêndio da biblioteca e a Luce viu as sombras e ao tentarem fugir da biblioteca tropeçaram numas escadas e separaram-se e a Luce desmaiou por causa do fumo e o Todd partiu o pescoço na queda e depois o Daniel foi buscar a Luce.
Comentário: Gostei muito do livro, é um livro que envolve mistério, fantasia e uma escola para pessoas com problemas mentais, uns matam pessoas em incêndios, outros cortam os pais às fatias... são mandados para a escola por psiquiatras e pela polícia, tirando a parte fictícia é outra realidade que nós desconhecemos.
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